A verdadeira receita italiana do molho pesto

A verdadeira receita italiana do molho pesto

Dado o grande interesse despertado pela verdadeira receita da lasanha à bolonhesa, continuamos com a revisão de algumas receitas italianas famosas no Brasil revelando desta vez os segredos do molho pesto. O pesto é um molho frio, sinônimo e símbolo de Génova e de toda a região da Liguria, cuja preparação é muito simples se você seguir este artigo com um pouco de atenção. …Ingredientes… para 4 pessoas (tempo de preparação: cerca de 20 minutos) 50 gramas de manjericão fresco (folhas apenas) 2 dentes de alho 100 ml de azeite extra virgem de oliva 6 colheres de sopa de queijo parmesão ralado (cerca de 70 gramas) 2 colheres de sopa de queijo pecorino ralado (cerca de 30 gramas). Importante: se você não encontrar o queijo pecorino, você pode substituí-lo com mais queijo parmesão 1 colher de sopa de pinoli (cerca de 30 gramas) A receita original pede o uso de um socador para bater as folhas de manjericão, mas para facilitar as coisas te passamos a receita utilizando o liquidificador. Para começar, é importante lavar as folhas de manjericão mas não com água e sim com um pano úmido. Este processo é muito importante para obter um excelente molho pesto, uma vez que as folhas de manjericão devem estar secas e não podem estar enrugadas. Coloque todos os ingredientes, menos o queijo, no liquidificador. Bata tudo lentamente até que a mistura vire um composto líquido e cremoso. Neste ponto, adicione o queijo e mexa bem até que tudo fique bem misturado. Deixe o molho pesto na geladeira por durante 2-3 dias num recipiente hermético, tendo o cuidado de cobri-lo com uma camada...
Receita de Frango com Leite de Coco

Receita de Frango com Leite de Coco

O Frango com Leite de Coco é uma receita típica da Tailândia, mas nós gostamos de propô-la como uma variante para pratos brasileiros já que o seu principal ingrediente, o leite de coco, é muito utilizado no Brasil. Os ingredientes abaixo para 4 pessoas são muito fáceis de encontrar 600/800 g de peito de frango, 300 ml de leite de coco, 2 cebolas médias, 3 tomates grandes, 2 pimentas dedo de moça, 2 colheres de sopa de curry, 2/3 colheres de sopa de farinha 3/4 colheres de sopa de óleo para fritar, sal e pimenta do reino q.b. Preparação do Frango com Leite de Coco Primeiro prepare os tomates imergindo-os em água fervente por alguns minutos. Tire eles da água, descasque-os, tire as sementes e pique-os em cubinhos. Para acelerar este processo você pode usar polpa de tomate já pronta no lugar dos tomates. Em uma tigela misture o leite de coco com o curry e reserve. Corte o frango em cubinhos e passe-os na farinha. Coloque o óleo em uma frigideira grande (ou em uma wok) e frite a cebola com o tomate. Em seguida, adicione os cubinhos de frango, sal e pimenta a gosto. Doure o frango por 3-4 minutos. Quando os cubinhos estiverem cozidos em todos os lados, acrescente o leite de coco e cozinhe por outros 10-15 minutos até que o molho tenha engrossado. Adicione por último a pimenta dedo de moça e sirva o seu Frango com Leite de Coco em um prato decorado, se possível, com lascas de coco fresco ou ervas frescas. Como combinar o Frango com Leite de Coco e Vinhos O...
Risoto de açafrão ou risotto alla milanese

Risoto de açafrão ou risotto alla milanese

Aqui em Milão o risoto de açafrão é um prato muito tradicional, conhecido como risotto giallo (amarelo), devido a cor deixada pelo açafrão, ou também como risotto alla milanese, mas não é empanado e frito 🙂 A partir deste risoto amarelo, encontramos diferentes versões e receitas históricas preparadas por chefs de todo o mundo e é bastante comum encontrar o risoto de açafrão acompanhado de cogumelos, geralmente do tipo porcini, ou linguiças. Seu sabor é doce mas intenso e o perfume de especiarias é decidido. Se você já aprendeu com a gente como preparar os risoto de funghi e risoto de camarão, com certeza você não terá problemas para prepará-lo, caso contrário, basta seguir as nossas dicas abaixo para você ver o quanto este risoto é realmente fácil. O tipo de arroz… Existem vários tipos de arroz e eles não são iguais. Os mais fáceis de encontrar no Brasil são o Carnaroli que é o mais aconselhado neste caso e o Arborio, que é mais recomendado para preparações a base de peixe. Mais pra frente veremos como a escolha do arroz é fundamental para o tempo de cozimento. Quantidade de arroz… Utilizar um copo para cada pessoa + 1, por exemplo, para 4 pessoas = 4 copos + 1. Ingredientes para 4 pessoas…. 2 colheres de sopa de manteiga 1 cebola 1 litro caldo de carne 150g de queijo parmesão ralado 200 ml de vinho branco 1 colher de chá de açafrão sal e pimenta azeite Passo 1: o caldo de carne Esquente o caldo de carne em uma panelinha e deixe-a do lado da frigideira em que o arroz será cozido....
Spritz, um aperitivo todo italiano

Spritz, um aperitivo todo italiano

Além de ser famosa pelo Duomo, pela moda e pela Última Ceia de Lernardo da Vinci, Milão também é famosa pelo seu happy hour ou “aperitivo”. É tradição depois do trabalho e nos finais de semana, encontrar-se nos bares milaneses para esquecer o stress do trabalho ou para iniciar uma boa noite bebendo um bom cocktail. Para acompanhar um drink, diferentes quitutes são oferecidos pelo preço de uma consumação. É possível servir-se livremente de massas, carnes, tira gostos e queijos. São diferentes também os tipo de drinks que se pode escolher: desde drinks sem álcool feitos com frutas a “shakerati”, negroni (o mais tradicional cocktail milanese, com 1/3 de gim, 1/3 de vermout e 1/3 de campari) e porque não, uma boa capirinha de Velho Barreiro. Mas não tem coisa melhor para mim, de família veneta, que degustar um frisante spritz. O spritz nasce vizinho a esplêndida Venezia mas se difunde rapidamente em toda a Itália. Não existe uma única composição para o spritz mas variantes para cada cidade, por sua vez interpretadas livremente pelo baristas, cada um com uma própria preparação particular. Um denominador comum entre as diferentes versões é a presença do prosecco e da água com gás ou seltz, que em termos de quantidade, devem ser pelo menos 40% e 30%, o restante 30% vem completado das mais variadas tipologias de bebidas alcoólicas, às vezes até misturadas, com uma regra não escrita de preservar sempre a coloração vermelha deste cocktail. O spritz é perfeito para o happy hour. É um drink não muito alcoólico mas alegre e com certeza adequado ao horário. Pode ser servido com gelo...
Picanha, a rainha do Brasil

Picanha, a rainha do Brasil

O Brasil é com certeza conhecido no mundo pela alta qualidade de sua carne. A competição  neste campo com a vizinha Argentina é histórica e não somente neste campo. Eu ainda não tive oportunidade de experimentar a carne argentina mas posso afirmar que dificilmente será melhor que a carne que vem do sul do Brasil. Quando eu converso com amigos brasileiros aqui na Itália, a gente acaba sempre falando de churrasco e de seu exemplar mais representativo: a picanha. Enfiada em um longo espeto como uma espada, coberta por uma camada espessa de gordura que lhe dá sabor e consistência, é feita com sabedoria no churrasco e é o prato mais comum e mais usado pelo brasileiros em festas e encontros.  Todos sabem como cozinhar esta carne, todos apreciam o seu sabor e as suas inúmeras receitas: no churrasco, assada, com alho, com diversos molhos,  no sal grosso, na manteiga, gaúcha ou mineira e tantas mais. Como todas as carnes, a picanha também combina muito com vinho tinto e aconselhamos esta combinação, sobretudo a quem não gosta da sensação de inchaço que a cerveja causa. A combinação pode variar dependendo do modo pelo qual a carne vem preparada. Se você gosta da carne como eu gosto, muito mal passada, então te aconselhamos escolher um Merlot ou um Montepulciano d’Abruzzo. Para carnes grelhadas ou as feitas no churrasco, caracterizadas por uma tendência doce e uma suculência marcada, são preferíveis vinhos tintos jovens, levemente tânicos, servidos em uma temperatura que varia entre 16 e 18 graus. Na verdade, os taninos e a tendência ácida destes vinhos equilibram o prato dando a...
Bahia: Bobó de camarão e um bom vinho branco

Bahia: Bobó de camarão e um bom vinho branco

É fim de tarde e o sol se põe no horizonte. O dia passado na praia foi longo, a pele é um pouco seca pelo sol e pelo sal mas não existe nada que te possa incomodar na Bahia. Com os pés debaixo da areia ainda quente, coberto por um canga, nada é melhor que tomar uma cervejinha bem gelada admirando o azul do oceano. Um quiosque sugere para o jantar bobó de camarão. O dia realmente me deu fome e o sambinha de Martinho da Vila tocando no fundo me convence definitivamente… hoje a noite o jantar será na praia. Cada vez que penso no bobó, eu penso em uma baiana com o seu vestido colorido cobrindo seus largos quadris. Os dedos grossos movem-se ágeis e lentos enquanto, com paciência, limpam os camarões. A sua face é corada e seus olhos vermelhos por causa da cebola. Seus lábios sorriem e cantam um canção que desconheço mas que é alegre. Depois de ter deixado os camarões por pelo menos 30 minutos em uma mistura de sal, pimenta do reino, alho e suco de limão, eles estão prontos para serem fritos junto com a cebola e os pimentões. Depois vem a mandioca, o leite de coco e o azeite de dendê, que cozinham juntos até que o local não se encha de um perfume cativante típico deste prato. Os camarões combinam muito bem com vinhos brancos leves, também com espumantes, especialmente aqueles produzidos na região do Trentino Alto Adige. Em particular o Muller Thurgau, com os seus aromas de frutas e de flores, combina perfeitamente com o sabor doce dado seja pelos...
Espumante: como escolher?

Espumante: como escolher?

Qual é o vinho adequado para as festas? Com certeza as bolhinhas são as mais adequadas para comemorar, mas também para acompanhar toda a ceia, da entrada à sobremesa. Geralmente bebemos espumantes para acompanhar as sobremesas (bendito seja o Natal!), mas muitas vezes esquecemos que os vinhos espumantes também são adequados a alguns tipos de jantares, dependendo do grau de envelhecimento e da prevalência de uvas verdes ou vermelhas. Antes de tudo, temos que distinguir os espumantes secos dos doces, por seco se entende o baixo teor de açúcar. Na maioria dos casos, portanto, nós encontramos a etiqueta, dependendo do teor de açúcar e em ordem ascendente: Extra Brut: espumante de sabor seco, limpo, com uma nota ácida delicada, é ideal para um aperitivo, com canapés, peixe cru (sushi) e carpaccio de peixe, massas e peixes delicados. Brut: o clássico, ligeiramente frutado, ótimo para qualquer refeição. Dry: este é um espumante que vai bem com sobremesas, doces, foie gras, frutos do mar como mexilhões. Doce: apropriado para sobremesas e frutas. Vamos então encontrar abreviações como cremant (ligeiramente espumante), cuveè (obtido a partir de uvas diferentes e/ou primeira prensagem), millesime (obtido através do processamento de uvas de um único ano). O preço de um espumante “millesime” é, em geral, maior do que um espumante “normal”, pois os fabricantes normalmente reservam as melhores uvas para a sua realização . Espumante italiano Voltando para a Itália, para aqueles que preferem os espumantes mais doces, aconselhamos espumantes da região do Piemonte (especialmente o delicioso Brachetto) que oferecem uma grande variedade de bolhinhas delicadas e frutadas, bem como os tipos de Moscato de excelente qualidade,...
Sushi e Vinho

Sushi e Vinho

A história do Brasil é a história de um país construído por muitos grupos étnicos. Entre eles, a população japonesa também já conquistou o seu lugar na terra do samba. Estima-se que 1,5 milhões de brasileiros são descendentes de japoneses! Quando se fala do Japão é difícil não pensar na sua cozinha particular, interpretada pelas hábeis mãos asiáticas como se fosse uma arte. A nobre arte de fazer pratos simples, como o arroz em composições elegantes com peixes, algas e ervas diversas. O sushi não é nada mais que arroz temperado com vinagre de arroz e peixe cru, mas não pode ser confundido com o sashimi, que ao contrário é peixe cru fatiado, servido apenas com alguns molhos. Os acompanhamentos mais famosos para o sushi e o sashimi são feitos de soja e wasabi. Nós não estamos acostumados a ver japoneses acompanharem as suas refeições com vinho. Na verdade, muitas vezes eles preferem beber cerveja ou a famosa sopa de miso mas nós, apaixonados por vinhos, gostamos da idéia de experimenta-los com uma cozinha, que especialmente nos últimos anos, está se tornando cada vez mais elegante. Partimos da idéia de que a culinária japonesa é muito leve, saborosa, mas não, como podemos dizer… intrusa, sendo muitas vezes simplesmente crua e a base de peixe. Na maioria dos casos, um vinho branco com boa acidez como um Sauvignon é adequado, mas se somos fãns da culinária japonesa, não é só pelo seu sabor, mas também pela elegância que expressa, por isso recomendamos um vinho seco espumante como o Franciacorta. Se o prato é temperado com molhos e condimentos picantes indicamos então um vinho...
DOC, DOCG, IGT, RISERVA, SUPERIORE, CLÁSSICO: O QUE SÃO ESTAS DENOMINAÇÕES?

DOC, DOCG, IGT, RISERVA, SUPERIORE, CLÁSSICO: O QUE SÃO ESTAS DENOMINAÇÕES?

Vinhos italianos: um pequeno guia para aprender a ler os rótulos dos vinhos e entender as suas abreviações Quando compramos uma garrafa de vinho percebemos que existem algumas abreviações nos rótulos mas não damos a importância que estas merecem. Nós temos que aprender a conhecê-las melhor para entender o que estamos comprando! IGT É o termo mais genérico usado para indicar os melhores vinhos de mesa obtidos a partir de amplas áreas de produção. Este termo é útil para o consumidor porque ajuda entender qual é a origem do vinho. DOC O vinho DOC deve ser feito sempre, em quantidades já estabelecidas, por vinhedos registrados no correspondente registo de uma área geográfica delimitada. Sua produção é limitada por regulamentos específicos, que também determinam o teor mínimo de álcool e um eventual envelhecimento. Os termos DOC correspondem a nomes geográficos (Colli Piacentini, Ischia, Bardolino, Orvieto, etc.) ou o nome do vinhedo que em alguns casos, precede o nome geográfico (Amarone, Brunello di Montalcino, etc.) DOCG O termo DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) é atribuído aos vinhos  que já foram reconhecidos DOC por pelo menos cinco anos e que são considerados de valor particular em relação à qualidade das características inerentes. Os novos regulamentos europeus mudaram esses nomes. De fato, a partir da campanha de 2009/2010, e para as campanhas posteriores, os vinhos europeus (e também os italianos) têm uma relação específica com a área geográfica, o DOC / DOCG e IGT, respectivamente, devem ser identificados como DOP e IGP, a menos que não tenham especificamente pedido para ficar com as siglas anteriores. Se no Brasil ou no exterior, você não encontrar esses códigos...
Bolo de Nutella e coco

Bolo de Nutella e coco

Nutella: todos já conhecem este fantástico creme de avelã que a Itália criou. Doce, cremoso… é preciso tapar o frasco para não comê-lo inteiro. Melhor ainda então se você comer com os dedos… incrível como um frasco tão pequeno possa dar tantos prazeres! Mas é possível harmonizar vinho com Nutella? Pense no que acontece na sua boca quando você come Nutella: um véu de gordura envolve completamente a boca, seguido de uma doçura e um aroma persistente… mamma mia! A fim de equilibrar estes sabores no paladar e na língua, precisamos de um vinho com um conteúdo de álcool suficiente para isto, como um vinho de sobremesa ou um vinho licoroso (como o italiano Marsala, mas talvez no Brasil seja mais fácil encontrar um Porto) e/ou um vinho Passito. BOLO DE NUTELLA E COCO Ingredientes 3 ovos 1 copo de iogurte de coco 200g de farinha 6 colheres de sopa de farinha de coco 1 colher de chá de fermento em pó ½ xícara de óleo vegetal 200g de açúcar Coco ralado e Nutella à vontade Como preparar Bata os ovos e o açúcar até ficar bem cremoso. Adicione a farinha e a farinha de coco junto com o fermento, o óleo vegetal e o iogurte de coco. Misture bem todos os ingredientes. Se você precisar, você pode adicionar algumas colheres de leite, ou se preferir leite de coco. Depois, vem o melhor momento: a Nutella! Você pode misturá-la na massa ou simplesmente espalhá-la sobre a massa. O resultado é diferente, mas garantimos que é difícil escolher o melhor. Unte e enfarinhe uma assadeira, despeje a mistura que você preparou e se...
A verdadeira receita da lasanha à bolonhesa

A verdadeira receita da lasanha à bolonhesa

A lasanha é um prato típico da região da Emília Romanha, se tornou rapidamente um símbolo da culinária italiana e é agora um dos pratos mais populares do mundo. Com este artigo não temos a intenção de julgar a verdadeira lasanha feita na Itália como a melhor ou qualquer outra interpretação sua. Como porta-vozes da cozinha italiana no mundo é para nós quase um dever de apresentar a verdadeira receita (para que você tb não venha enganado em qualquer restaurante italiano que você vá). Para preparar uma boa lasanha à bolonhesa, a qualidade dos ingredientes é fundamental: em primeiro lugar a carne, que deve ser estritamente, metade carne bovina e metade suína para dar sabor à receita, depois a polpa de tomate e no final, mas não por última, a massa da lasanha! Aqui embaixo te damos a receita do molho à bolonhesa mais adequado para a lasanha, se quiser a receita do molho à bolonhesa original, clica aqui. Ingredientes para 6 pessoas 500g de lasanha 200g de queijo parmesão ralado 1kg de molho branco Molho vermelho (ragù) Aproximadamente 250 ml de caldo de carne 4 colheres de sopa de azeite extra virgem 50g de manteiga 250g de carne moída 250g de salsicha (ou carne de porco moída) 250ml de molho de tomate 1 cenoura 1 cebola 1 aipo 1 copo de leite sal e pimenta a gosto 1 copo de vinho tinto Vinho para harmonizar: Lambrusco Preparação Pique a cebola, a cenoura e o aipo, frite tudo no óleo e na manteiga bem quente. Acrescente a carne moída e a salsicha e refogue tudo por alguns minutos em fogo alto. Adicione...
Molho de vinho tinto, perfeito com hambúrger

Molho de vinho tinto, perfeito com hambúrger

As bebidas com gás e hambúrguer são sempre uma combinação perfeita: coca-cola, cerveja, etc… mas nós preferimos um espumante e para ser mais diferente ainda, preparamos um delicioso molho de vinho tinto. O meu hambúrger favorito é, sem dúvida, o hambúrguer clássico sem bacon. Com 300g de carne mal passada, queijo, cebola e salada, pão com gergelim bem tostado, tomate e maionese. Batatas fritas para acompanhar e para beber, uma cerveja (mas quando eu quero me tratar bem opto por um espumante, assim não renuncio nem as bolhas e nem ao vinho). Se você também quiser experimentar algo novo, no entanto, é o caso que você siga este pequeno segredo do Pecado de Vinho: substitua os molhos habituais (maionese e/ou ketchup) com molho de vinho tinto! …Ingredientes… 2 copos de vinho tinto (você pode escolher o que quiser, o importante é a qualidade) 1 xícara de caldo de carne 30g de farinha 50g de manteiga Tomilho, sal e folha de louro a gosto. A preparação… …é muito simples. Frite a cebola em 30g de manteiga e adicione o vinho tinto, tomilho e a folha de louro. Coloque o sal e cozinhe em fogo alto até que o vinho seja reduzido em 2/3. A parte junte o restante da manteiga com a farinha e adicione ao caldo ao vinho. Continue a cozinhar em fogo alto e uma vez que estiver pronto, passe-o através de um filtro para remover todas as protuberâncias. O hambúrguer você pode fazer como quiser, mas substitua os molhos tradicionais com este molho de vinho tinto e para harmonizar vai bem o vinho já utilizado para o molho....
A verdadeira receita do bife à milanesa e à parmigiana

A verdadeira receita do bife à milanesa e à parmigiana

Depois da lasanha, continuamos a falar sobre as mais famosas receitas italianas que são servidas em muitos restaurantes no Brasil. O bife à milanesa e à parmigiana, são definitivamente algumas delas. A preparação é muito simples. Para 4 pessoas é preciso: 4 bifes de espessura mínima de 3 cm (a receita deve seu nome ao corte de carne utilizado, é importante que você use apenas a parte da carne tirada do lombo) 2 ovos 200g de farinha de rosca manteiga suficiente para fritar (cerca 200g) sal a gosto Como preparar: Bata os ovos em uma tigela, passe cada lado dos bifes no ovo batido e depois na farinha de rosca, pressionando a carne para aderir bem a farinha de rosca nela. Se você quiser que fiquei ainda mais gostoso (recomendamos!) passe uma segunda vez os bifes no ovo e na farinha de rosca. Derreta a manteiga em uma panela e adicione os bifes. Deixe-os dorar bem de ambos os lados em fogo médio a baixo. Sirva seus bifes ainda quentes. Como este é um prato muito gorduroso nos ingredientes sugerimos um vinho caracterizado por uma alta acidez como um Spumante Classico ou um vinho branco seco. E se você preferir um tinto, um Dolcetto d’Alba jovem vai muito bem. Muito bem-vinda pelos brasileiros, é a variante do bife à parmigiana. Depois de preparado o bife, é só colocá-lo em uma assadeira, cubrir com molho (pode ser já quente), provolone, manjericão e queijo parmesão. Assar por 20 minutos a 180 graus. O bife preparado desta forma requer um vinho bastante importante, que ajuda a tirar um pouco o sabor gorduroso...
Rondelli ou Cannelloni com espinafre e ricota

Rondelli ou Cannelloni com espinafre e ricota

No Brasil acreditam que o rondelli seja um prato típico da cozinha italiana (que pena, porque é muito bom). Como alternativa, vamos propor uma opção que mais se aproxima com esta receita brasileira: o cannelloni. Como a lasanha e muitas outras receitas italianas de massa fresca, o canneloni é um prato original da região de Emilia Romagna. Em toda a Itália existem diversas variações desta receita e escolhemos para apresentar aos leitores do Pecado de Vinho, a variante dietética e saborosa com ricota e espinafre (recheio que combina perfeitamente com o rondelli), acompanhada por um vinho branco como o Chardonnay ou o Verdicchio dei colli di Jesi. Ingredientes para 4 pessoas: 500g de espinafre 400g de queijo 300g de massa fresca ou cannelloni já pronto 50g de queijo parmesão 1/2 litro de molho branco sal Vinhos para harmonizar: Chardonnay, Verdicchio das colinas de Jesi A preparação é muito simples. Primeiro limpe o espinafre em bastante água fria, deixe-os ferver por cerca de 10 minutos e escorra bem para eliminar a água de cozimento. Assim que estiverem mornos, misture-os com ricota e uma parte do queijo parmesão. Com esta mistura recheie o cannelloni. Em seguida, preparar forre uma forma com um pouco de manteiga  e preencha com uma fina camada com um pouco de molho branco. Coloque os cannelloni já recheados, cubra com o molho restante e polvilhe com o queijo parmesão ralado. Asse em forno pré-aquecido a 200 graus por 20 minutos. A massa esta pronta quando ficar bem dourada na na superfície. Este saboroso prato vegetariano que combina muito com o verão pode ser acompanhado por um vinho branco...
Aperitivo cult: kibe, coxinha e espumante

Aperitivo cult: kibe, coxinha e espumante

Na hora do happy hour nada mais de azeitonas, cerveja e batatinha frita. Desta vez te damos uma alternativa mais legal: kibe, coxinha e espumante italiano. A preparação do kibe é muito simples. Ingredientes: 500 gramas de trigo para kibe 1 kg de carne moída 1 cebola sal, pimenta e folhas de hortelã a gosto Misture o trigo (de molho antes por 2 horas) com a cebola, a carne, o sal, a pimenta e hortelã. Misture tudo muito bem, faça uns croquetes de formato oval (pequenos, pq é só para um aperitivo) e frite. Se você quiser sair mesmo da dieta, recheie com um pouco de catupiry. A receita da coxinha é tão simples que explicar ela para um brasileiro, é como explicar como se prepara uma massa com molho de tomate e manjericão para um italiano. No entanto, consulte a página dedicada a coxinha para lembrar os principais passos e os valores corretos. Nós recomendamos que você escolha um espumante corposo com uma boa dose de álcool. O álcool vai ajudar a equilibrar a sensação de suculência dos ingredientes gordurosos destas receitas e a sua persistência seja no sabor que no perfume, será útil para o equilíbrio destes pratos com sabores fortes e persistentes. Recomendamos qualquer vinho espumante Brut (de preferência um Franciacorta) feito a partir de uvas Pinot Noir. Além disso, para saber degustar bem um espumante te damos algumas dicas: A temperatura recomendada para desfrutar o melhor do vinho espumante é entre 7 e 10 graus, a maneira ideal para resfriar uma garrafa é, certamente, que se use o baldinho especial após preenchê-lo com gelo e meia...
Como armazenar seus vinhos em casa

Como armazenar seus vinhos em casa

Quando o vinho não está sendo consumido, ele deve descansar próprio como uma pessoa. Como uma pessoa, o vinho deve “dormir” deitadinho no escuro a uma temperatura constante. Te damos algumas dicas simples de seguir para um bom armazenamento/envelhecimento dos vinhos tintos: 1) Armazenar o vinho em uma posição horizontal. Isso mantém a humidade da cortiça, que permite ao vinho de respirar. 2) Manter a garrafa em um lugar meio escuro. 3) Colocar a garrafa em um lugar que tenha uma temperatura constante. 4) Não agite a garrafa. 5) Certifique-se que haja uma umidade suficiente no ambiente em questão Mudanças de ar, luz e temperatura ajudam muito estragar o vinho. O calor excessivo gera a expansão do vinho que vazando na tampa permite a entrada de ar na garrafa, fazendo com que o vinho comece a adquirir o sabor típico do vinagre. A temperatura ideal vai dos 10 aos 15 graus. Recorde-se, no entanto, que as temperaturas superiores a 25 graus comprometem seriamente as características do vinho. A questão da humidade também é muito importante. Armazenar o vinho em condições de humidade elevada pode levar ao crescimento de fungos sobre a rolha. Pouca umidade ao invés causa o encolhimento da cortiça. A umidade ideal é em torno a 70%. Mas nem todo mundo tem uma adega em casa. Nestes casos, podemos recorrer a lugar escuro tentando convertê-lo o quanto possível em uma adega ideal: com uma temperatura de cerca de 15 graus, escuro e silencioso. O que evitar: – A cozinha, que sofre sempre das mudanças de temperatura causadas pelos eletrodomésticos. – Locais com alimentos (ou outras substâncias) com...
O mundo do Chianti

O mundo do Chianti

O Chianti é certamente um dos vinhos italianos mais conhecidos e mais populares do mundo. A sua grande produção, como muitas vezes acontece, afeta a sua qualidade e nem sempre nos encontramos bebendo um vinho digno deste nome. Saber mais da história do Chianti e ler os rótulos nas garrafas, com certeza pode nos ajudar a escolher o mais adequado às nossas necessidades. Desde 1100 d.C. o nome Chianti foi usado para identificar a região geográfica entre Florença e Siena, e a partir de 1384 também foi usado para indicar os vinhos produzidos nesta região. A também grande distribuição comercial deste produto levou os seus fabricantes a protegerem o verdadeiro Chianti, até obterem em 1984 a divisão entre DOCG Chianti e Chianti Classico DOCG. Esta divisão é muito importante para compreender o tipo de vinho que estamos comprando. O Chianti DOCG é produzido em diferentes áreas da Toscana, que podem ser indicadas nos rótulos e estas são: Colli Aretini, Colli Senesi, Colline Pisane, Montalbano, Colli Fiorentini, Montespertoli e Rùfina. Podemos dizer mais ou menos que, nas primeiras quatro sub-regiões se produz um Chianti mais leve, fresco, frutado, não particularmente adequado para o envelhecimento mas sim para ser degustado entre 3 e 5 anos. Nas outras três sub-regiões, o Chianti se apresenta mais estruturado e mais adequado para amadurecer na adega. Possui um teor mínimo de álcool ligeiramente mais elevado (12% versus 11, 5%). De todas as sub-regiões, destaca-se a do Chianti Rùfina, cujo Chianti é o que mais se aproxima dos Chianti produzidos na região clássica. Os vinhos Chianti DOCG devem ser produzidos utilizando Sangiovese (pelo menos 75%), Canaiolo (até 10%), Trebiano...
Jantarzinho com medalhão ao molho madeira e Brunello

Jantarzinho com medalhão ao molho madeira e Brunello

Servir num jantar um medalhão ao molho madeira acompanhado pela classe do eterno Brunello di Montalcino é com certeza garantia de sucesso. Logo abaixo uma receita aonde calculamos um medalhão para cada hóspede e quantidade certa de molho para todos. A preparação do molho é muito rápida e exige os seguintes INGREDIENTES (para cerca de 500g de carne): 2 copos de vinho madeira 250 gramas de cogumelos champignon 1 cebola grande 1 cabeça de alho óleo 1 tablete de caldo de carne 1 colher de sopa de farinha Sal e pimenta a gosto Tempere a carne com o sal e a pimenta e reserve, comece a preparar o molho derretendo o caldo de carne em um copo com água quente. Corte os cogumelos, pique a cebola, o alho e em uma panela com óleo quente frite estes dois últimos. Quando o alho e a cebola estiverem dourados, adicione os cogumelos, o vinho, o caldo de carne e deixe tudo cozinhar em fogo baixo até o molho engrossar, reduzindo-se à metade. Adicione a farinha e mexa até obter uma mistura cremosa. Nesse meio tempo, aqueça uma frigideira e cozinhe o medalhão, bem ou mal passado (não vai ser um italiano a explicar a um brasileiro a melhor forma de cozinhar a carne!). Sirva o medalhão com o molho e acompanhado de arroz branco. Harmonização com vinhos Sendo um prato de carne refinado, de sabor intenso e um pouco doce indicamos um vinho tinto robusto, que deixe um sabor persistente na boca e que seja capaz de acompanhar corretamente este prato. Além disso, a manteiga deixa o molho mais gorduroso, servindo um vinho mais...
Pinot Nero na mesa…e na cama!

Pinot Nero na mesa…e na cama!

Às vezes se torna meio chato ler as características dos vinhos sem algum motivo especial. Um motivo a mais para se interessar sobre isso é saber que os aromas dos vinhos, se estes são bem escolhidos, podem ajudar a estimular os nossos desejos sexuais. O vinho, além de nos ajudar a relaxar e a nos deixar mais desinibidos, age silenciosamente, entrando pelo nariz e ativando-se mais embaixo… mas quais são os aromas mais sensuais do mundo? Algumas pesquisas científicas têm mostrado ser o de jasmim, baunilha e trufas. Em particular, a baunilha parece ser um poderoso afrodisíaco porque estimula a excitação. Alguns vinhos podem adquirir aromas que lembram a baunilha quando passam por um envelhecimento em barris de carvalho (vinho tinto), madeira esta que emite baunilha. Os vinhos que geralmente são envelhecidos por este método são: Cabernet, Sangiovese e Pinot Noir. Para que as notas de saída (a primeira nota de perfume que percebemos) nos deem uma sensação de bem-estar e nos estimulem, o vinho deve ter notas cítricas, de frutas vermelhas ou de rosas. Estes características nós encontramos no champanhe e nos espumantes em geral. Existem também as notas de base, que são aquelas persistentes no nariz e são responsáveis ​​pela sensualidade e pela excitação. Você tem que dar importância a estas últimas se você quiser algo mais intenso. Já os vinhos envelhecidos apresentam um acentuado sabor de especiarias, uma delas é o alcaçuz que já é bem conhecido por ajudar a estimular o sexo masculino… dá pra entender porque o Brunello é um dos vinhos preferidos pelos homens! Se por acaso você tiver a intenção de passar um noite bem mais...
Fondue, bourguignonne e raclette: o verdadeiro comfort food

Fondue, bourguignonne e raclette: o verdadeiro comfort food

Quando o inverno chega, não há nada melhor do que alegrar os nossos dias frios e cinzentos com uma boa comidinha caseira…o fondue e a raclette são receitas suíças (mas já viraram património mundial) do bom humor, perfeitas para serem acompanhadas com vinho emabundância! O FONDUE é uma mistura de queijos duros, derretidos em uma caçarola quente chamada coquelon (como na figura ao lado).  Para 4 pessoas (cerca de 1.225 kcal/pessoa) são necessários: 800g de queijo (por exemplo: 400g de Gruyère, 200g de Emmental 200g e 200g de Brie) 1 a 3 dentes de alho a gosto 2 colheres de sopa de amido de milho 2 colheres de sopa de Kirsch cerca de 500g de pão 4dl de vinho branco seco noz-moscada pimenta Como preparar: esfregue a parte interna da panela de fondue com os dentes de alho, em seguida, divida-os em quatro partes (ou trite tudo, depende de quanto sabor de alho você quer no fondue) e despeje tudo na panela de fondue. Dissolva o amido no Kirsch e despeje o vinho na panela de fondue, deixando-o ferver. Adicione os queijos já ralados e mexa tudo com uma colher de pau. Assim que o queijo derreter, adicione a quantidade de amido (já dissolvido no Kirsch) necessária para dar ao fondue a consistência desejada e cremosa. Adicione a pimenta e a noz moscada a gosto e leve tudo à mesa na panela de fondue. Para acompanhar, corte o pão e mergulhe os pedacinhos no queijo derretido. Além dos pedaços de pão, experimente também o fondue com nozes, legumes cozidos al dente (brócolis, couve-flor, erva-doce, pimentão, abobrinha, etc.) e batatas cozidas. O...
Você já experimentou a maionese de caipirinha?

Você já experimentou a maionese de caipirinha?

A ideia pode parecer um pouco estranha já que estamos acostumados a pensar na caipirinha somente como um drink. Mas ás vezes experimentar coisas novas pode nos trazer grandes descobertas e é por isso que nós queremos surpreender os seus hábitos, propondo uma maionese a base de uma caipirinha muito gostosa. O procedimento para fazer esta receita é semelhante ao da maionese. Você irá precisar de: • 2 gemas de ovo • suco de um limão • 250ml de óleo • 80ml de cachaça • uma pitada de açúcar • sal e pimenta q.b. Primeiro de tudo, é preciso lembrar que todos os ingredientes devem ser em temperatura ambiente. Começamos colocando as gemas em uma tigela com o sal e a pimenta, trabalhamos tudo com uma batedeira adicionando o óleo lentamente, comece primeiro com algumas gotas e depois a fio. Continuando a girar tudo na mesma direção você vai obter um molho espesso. Em seguida, adicione o limão, a cachaça e o açúcar, continuando a misturar. Quando tudo estiver bem misturado a maionese estará pronta! Gostamos muito desta maionese para acompanhar deliciosos espetinhos de camarão, frango grelhado ou saladas, como por exemplo, a César. Como vinho, te aconselhamos aqueles com uma boa acidez e de preferência secos, como um Pinot Branco ou até mesmo a sua versão frisante… mas talvez, neste caso, a melhor bebida pra acompanhar mesmo seja uma caipirinha bem gelada! Também poderá te interessar: BERINGELA RECHEADA, QUE TENTAÇAO A CAIPIRINHA DE VINHO, A SANGRIA BRASILEIRA O MOLHO DE VINHO TINTO COMO USAR O...

Como ler os rótulos dos vinhos

Muitas vezes você compra uma garrafa de vinho pela beleza da etiqueta. Sua função, além daquela de ser uma estratégia marketing, é de ser, sem dúvida, o rg do vinho, contendo informações que são fundamentais de entender. Um rótulo é definido por um conjunto de rótulos que podem ser aplicados a uma garrafa: embora algumas apresentem somente um rótulo, em muitas outras garrafas é presente uma contra etiqueta na posição oposta àquela principal. O rótulo principal é aquele que encontramos na frente da garrafa e que contêm certamente o nome do vinho, seguido das suas denominações (para saber mais sobre as denominações clique aqui) e do nome do fabricante. Desta forma, o consumidor pode ler e entender a região de origem do vinho e sua aplicação. Há então uma indicação do título volumétrico, ou seja, a quantidade de álcool presente na garrafa, expressa em um valor percentual de volume em um litro de vinho. Se você ler, por exemplo, 13% vol., isso significa que 13 por cento de um litro deste vinho é composto de álcool. O primeiro rótulo (o mais importante), serve então para resumir o que estamos comprando e suas características principais (álcool e a qualidade). Mas se não sabemos com precisão as características do vinho, o rótulo de trás pode nos ajudar, dando mais informações sobre as uvas utilizadas e, menos frequentemente, as suas características e dicas de harmonização. Por isto que muitas vezes o consumidor lê este rótulo só para entender se o vinho pode ser combinado com algum tipo de prato ou se ele é adequado para um determinado tipo de serviço. Se você ainda acha toda esta...
Macarrão com queijo, um mito italiano

Macarrão com queijo, um mito italiano

No Brasil, como em outras partes do mundo, muitas vezes com o termo “maccheroni” geralmente significa simplesmente qualquer tipo de massa. Basta digitar o termo “macarrão” no google para ver quantos e quais os diferentes tipos de massas que podem ser preparadas. De fato, o macarrão é um tipo específico de massa (fig. 1) curto e cilíndrica, ligeiramente curvada adequada a várias preparações e simplesmente perfeita com molhos como o ragu de carne (você pode encontrar a nossa receita para o ragu dentro do artigo dedicado à lasanha). A nossa receita favorita e aquela que consideramos a mais delicada é a do Macarrão com queijo (aos 4 queijos) no forno. Dado que nem todos os queijos necessários para a receita tradicional italiana estão disponíveis no Brasil, tentamos adaptar esta receita aos ingredientes brasileiros. Ingredientes para 6 pessoas: – 600g de macarrão – 1 colher de sopa de manteiga – Bechamel q.b. – 200g de queijo cheddar – 200g de queijo parmesão ralado – 100g de gorgonzola – 200g de provolone – Sal, pimenta e noz-moscada q.b. PREPARAÇÃO Corte o queijos em cubos, coloquei a massa para cozinhar (não use uma massa com ovos!) em água e sal e escorra-a quando estiver na metade do tempo de cozimento (4/5 minutos é o suficiente) reservando um copo da água do cozimento. Enquanto a massa esfria, unte uma assadeira com manteiga e com o molho bechamel o suficiente para cobrir o fundo. Despeje a massa na assadeira e adicione o copo da água do cozimento, misturando tudo. Agora polvilhe tudo com vários queijos, deixando por último o parmesão. Termine com a noz-moscada...
Malbec, um sucesso argentino

Malbec, um sucesso argentino

Já que no Brasil só se fala de Malbec, vamos pôr alguns pontos nos iis:  Malbec é uma casta de uva originária da região francesa de Quercy, que por anos foi esquecida e pouco cultivada para promover a até então mais nobre, uva Merlot. A virada veio na década de ’90, quando o produtor argentino Nicolas Catena Zapata decide plantar esta vinha a 1.500 metros acima do nível do mar e produz um vinho que é inserido nas listas dos melhores vinhos ao redor do mundo. Em 1996, o vinho Malbec obtem o reconhecimento que merece, graças a Bodegas Esmeralda Malbec Mendoza Catena Alta Lunlunta 1996 O grande sucesso deste vinho é a bandeira da vizinha Argentina. A altitude da Cordilheira dos Andes promove e caracteriza a complexidade aromática deste vinho e as chuvas garantem a irrigação. Os melhores vinhos Malbec são produzidos na região do Rio Negro, ao sul de Mendoza, perto da Cordilheira dos Andes, onde o clima é mais frio do que em outros lugares. O Malbec argentino tem diferença significativa em relação ao francês, produzido hoje na área de Cahors. Seu sabor tende a ser mais doce e frutado, com uma textura aveludada. Em contrapartida, o Malbec Francês é cheio de taninos, é mais denso e estruturado. Até os italianos começaram a produzir Malbec na Argentina. No Valle de Uco, a sudeste de Mendoza, três produtores/empreendedores fundaram a Makia, uma vinícola que produz Malbec: 100 hectares de vinhas, 3.500 toneladas de uvas para a produção de 180 mil garrafas. O vinho Malbec Makia é um vinho que é quente no palato, macio, de boa estrutura e persistência; ao olfato...
Nhoque de batata da minha avó italiana

Nhoque de batata da minha avó italiana

Será porque preparar o nhoque de batata aos domingos com a minha avó quando era criança me fazia feliz, será porque depois toda a família estava reunida na hora do almoço para comer o nhoque de batatas da nonna. Podem ser várias coisas, só sei que com certeza o nhoque de batata é um dos meus pratos favoritos. Por isso, me sinto obrigado a compartilhar com vocês a receita do melhor nhoque de batata! Ingredientes para 4 pessoas 1 kg de batatas 1 ovo 300g de farinha sal a gosto Como preparar o nhoque de batata Antes de tudo, é importante saber como escolher as batatas certas para que elas não absorvam a farinha e mantenham o cozimento. Os melhores são as batas brancas ricos em amido e por isso mais “farinhosas”. Além disso, as batatas tem que ser um pouco já passadas. Para porções lembre-se: 100g de farinha a cada 300g de batatas! Ferva as batatas com a casca em uma panela com água e sal. Quando elas estiverem macias (o garfo entra na batatas sem problemas) e ainda quentes, descasque-as e amasse-as com um espremedor de batatas em cima de um pouco de farinha. Comece a amassar e com o composto ainda macio, adicione o ovo. Continue a amassar até obter uma mistura amarela, compacta e sem grumos. Estenda a massa em rolinhos de 2-4 cm de espessura e corte o nhoque de batata do tamanho que você quiser. Faça uma marquinha no nhoque de batata com um garfo e coloque-os sobre uma camada de farinha de modo que eles não grudem antes de cozinhar. Conservação do...
Como preparar um ótimo Risoto de Camarão

Como preparar um ótimo Risoto de Camarão

O risoto de camarão é um prato único que explora a combinação perfeita entre dois ingredientes: arroz e camarão. Se até hoje você só comeu este prato no restaurante e acha que esta é uma receita difícil, não desanime! Preparar um ótimo risoto de camarão vai ficar mais fácil com as nossas dicas! O tipo de arroz… Este é o ingrediente mais importante para um risoto de camarão porque existem vários tipos de arroz. O Arborio é o mais recomendado para preparações a base de peixes e frutos do mar. Mais pra frente iremos ver como a escolha do arroz é fundamental para o tempo de cozimento. Quantidade de arroz… Utilizar um copo médio para cada pessoa +1, por exemplo, para 4 pessoas= 4 copos + 1. Ingredientes do risoto de camarão para 2 pessoas: 3 copos de arroz 200gr de camarão 30gr de manteiga 2 colheres de azeite extra-virgem 1 cenoura 1 talo de aipo 1 colher de sopa de salsa 1/2 cebola 100 ml de vinho branco seco sal e pimenta Passo 1: camarão Primeiro limpe o camarão e corte-o em pedaços grandes, tendo o cuidado de manter as cascas e as cabeças que serão úteis para o caldo Passo 2: o caldo Em uma panela, cozinhe por 5 minutos, as cabeças e cascas de camarão com a cenoura, o aipo picado e uma pitada de sal com 5 conchas de água. Quando estiver pronto, coe o caldo para retirar os resíduos de camarão Passo 3: refogar e tostar Pegue uma frigideira. É fundamental que o arroz seja preparado em uma frigideira grande com lados baixos para que se distribua bem...
Bacalhau, as raízes portuguesas do Brasil

Bacalhau, as raízes portuguesas do Brasil

Nada une mais as tradições culinárias dos países de língua portuguesa que o bacalhau. Em Portugal existem tantas receitas com bacalhau que nem em um ano você conseguiria experimentar todas, mesmo comendo uma por dia! No Brasil esta situação não é muito diferente, por isso te indicamos os vinhos italianos mais adequados para as famosas receitas com bacalhau. Receita de Bacalhau com Natas Neste prato o bacalhau vem acompanhado de batata, cebola e molho béchamel mas com certeza o ingrediente principal é o leite, aonde o peixe vem marinado e enriquecido no creme de leite. Aconselhamos então um vinho fresco, frisante e leve como o Chardonnay. Receita de Bacalhau à Bráz Receita simples e saborosa, tão querida pelos brasileiros que cozinhariam até pedras na churrasqueira. Fatias grossas de almeno 3 cm que são grelhadas no carvão até que fiquem bem douradas. Definitivamente para o clima de verão e para o calor da churrasqueira que acompanha este prato, recomendamos um branco frio e encorpado como o Trebbiano d’Abruzzo. Receita Bacalhau Espiritual Descubrir o que tem por baixo da camada fina de molho béchamel e queijo ralado gratinado é um prazer que não queremos revelar. A oleosidade e a gordura desta receita é completamente suavizada na boca com os vinhos da Valpolicella, equilibrados na acidez e na doçura. Você já ouviu falar do Raboso? Talvez seja o momento certo para experimentá-lo. Receita de Bolinhos de Bacalhau Um aperitivo perfeito a base de almôndegas de bacalhau empanadas e fritas, com um toque de salsinha. Tudo esse sabor não pode que não ser acompanhado de um Prosecco servido fresco. Receita de Bacalhau à...
Como harmonizar vinhos e receitas com salmão

Como harmonizar vinhos e receitas com salmão

O salmão é um peixe muito gorduroso, provavelmente o mais gorduroso de todos. Quase sempre preferimos combinar receitas com salmão com vinhos brancos ou espumantes, mas o fato dele ser tão gorduroso pode, em alguns casos, nos fazer pensar em arriscar até mesmo um vinho tinto. Independentemente do vinho que você for escolher o importante que ele tenha um baixo teor de álcool, logo abaixo te damos algumas dicas de quais vinhos escolher dependendo da ocasião. Receitas com salmão: antepastos Em aperitivos o salmão é servido geralmente em tartines ou em fatias com suco de limão. Nestes casos, em que o sabor do peixe é frequentemente coberto, sugerimos simplesmente um vinho espumante Brut que, além de ser perfeito para aperitivos, limpa a boca com a sua efervescência restaurarando o paladar para o próximo prato. No caso do salmão defumado é o rosé que irá nos permitir de apreciar os seus sabores únicos, eliminando a persistência do sal em nossa boca. Receitas com salmão: pratos principais Se estamos cozinhando uma massa com um molho de salmão e creme de leite (muito usado no preparo de massas com salmão), escolhemos um espumante de método Charmats e se o molho for à base de tomate, um rosé é uma boa escolha, caso contrário, um branco do sul da Itália (para nós os brancos da Sicília são os melhores) ou pelo menos um branco não muito ácido como Verdicchio para não acentuar a acidez já presente no tomate. Receitas com salmão: segundos pratos Pela sua comodidade e rapidez na preparação, o salmão grelhado é o segundo prato mais comum. Um vinho branco, não...
Os segredos do italianíssimo risoto com funghi

Os segredos do italianíssimo risoto com funghi

Não dê ouvidos a quem diz que é fácil preparar um risoto com funghi. O seu preparo é muito trabalhoso mas não desanime se nas primeiras tentativas ele não saia como aquele do restaurante. Neste artigo, iremos revelar alguns segredos deste prato típico da região do Veneto mas é necessário seguir as nossas instruções com muita atenção. O tipo de arroz… Este é o ponto mais importante para um risoto com funghi porque existem vários tipos de arroz. Os mais fáceis de encontrar no Brasil são o Carnaroli, o qual nos aconselhamos, e o Arborio, que é mais recomendado para preparações a base de peixes. Mais pra frente veremos como a escolha do arroz é fundamental para o tempo de cozimento. Quantidade de arroz… Utilizar um copo médio para cada pessoa mais um final, por exemplo, para 4 pessoas= 4 + 1 de copos. Ingredientes do risoto com funghi para 2 pessoas: 3 copos de arroz 25/30g de funghi secos 1 dente de alho 1 litro e meio de caldo de carne 3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado Vinho branco q.b. Azeite e manteiga Passo 1: funghi Em uma tigela com água fervente coloque o funghi por 10 minutos. Filtre a água com o auxílio de uma peneirinha e reserve a água para cozinhar depois. Corte o funghi em pedaços pequenos. Passo 2: o caldo de carne Esquente o caldo de carne em uma panelinha e deixe-a ao lado da panela em que o arroz será cozido. É importante que durante toda a preparação o caldo permaneça quente, por isso deixe-o sempre em fogo baixo. Passo 3:...
A receita original da massa à carbonara

A receita original da massa à carbonara

Fomos procurar a receita da carbonara em alguns sites brasileiros e notamos quanto a receita original italiana foi modificada ou até mesmo distorcida completamente. Sabendo disto e em perfeita harmonia com a missão do nosso blog, temos o dever de colocar aqui a verdadeira receita para a pasta alla carbonara! A receita é simples, aliás a simplicidade é a característica principal dos pratos italianos. No entanto, se você não seguir algumas regras básicas, vai ser muito fácil obter um resultado não desejado. …Algumas regrinhas básicas… utilize um ovo por pessoa, mas você também pode exagerar acrescentando um ovo para a soma de pessoas (por exemplo, para 4 pessoas usamos 4+1 ovos); como tipo de macarrão, use o espaguete mas tem que ser uma massa sem ovos o queijo deve ser o pecorino romano (a carbonara tem suas origens em Roma, nós respeitamos as tradições!) e apenas no caso de você não conseguir encontrar este queijo, use então o parmesão… … e serão cerca de 80g de queijo ralado por pessoa. por fim, não use creme de leite! …ingredientes para 4 pessoas… 350g de espaguete 1 dente de alho 1 ovo inteiro + 4 gemas 200g de bacon/pancetta, cortado em cubos 350g de queijo pecorino romano azeite sal e pimenta a gosto Em uma panela, frite o alho e o bacon no azeite e em uma outra panela coloque para ferver a água para fazer o espaguete. Em uma tigela, bata o ovo inteiro e as gemas com sal, pimenta e cerca de 2/3 do queijo ralado, até obter uma mistura espumosa. Lembre-se de desligar o fogo assim que o bacon...
Caesar Salad, uma invenção toda italiana

Caesar Salad, uma invenção toda italiana

Nem todos sabem que a Caesar salad é um prato inventado por um chef italiano, Cesare Cardini, que emigrou para o México na década de 20. Por este motivo, temos uma boa razão para combinar esta salada com um vinho italiano! A Caesar salad ficou famosa no mundo inteiro, inclusive no Brasil. A sua versão clássica inclui: alface alho azeite de oliva limão sal pimenta molho Worcestershire queijo parmesão croutons ovos A preparação é muito simples… Depois de ter preparado os croutons em uma panela com o alho e o azeite, coloque a salada em uma tigela e adicione os ovos cozidos picados e os croutons. Tempere com limão, o molho Worcestershire, sal e pimenta. Termine polvilhando tudo com o queijo parmesão. Algumas versões incluem maionese e frango frito ou grelhado cortado em tiras. Nós gostamos de adicionar vinagre balsâmico ou mostarda também. Qual vinho? A delicadeza deste prato e a presença de alguns ingredientes como ovos, molho Worcestershire e queijo parmesão pedem um vinho branco seco e leve que irá acompanhar os sabores do prato ao invés de combatê-los. Os vinhos frisantes em geral são estritamente proibidos para evitar a adição excessiva de acidez ao limão. Um Pinot Bianco ou um Passerina são perfeitos para acompanhar a sua Caesar salad 🙂 Também poderá te interessar: HARMONIZAÇAO ENTRE VINHO E QUEIJO SPRITZ, UM APERITIVO TODO ITALIANO COMO ESCOLHER UM BOM ESPUMANTES CAIPIRINHA E VINHO TINTO, A SANGRIA...
Caipirinha e vinho tinto, a sangria brasileira.

Caipirinha e vinho tinto, a sangria brasileira.

A caipirinha é o cocktail mais consumido (e mais representativo) no Brasil mas não podemos viver sem o um bom vinho tinto, então vamos tentar pensar em um novo mix que na verdade já vem sendo oferecido em bares mais ousados: caipirinha e vinho tinto. Podemos imaginá-lo como uma sangria brasileira ideal para o verão, e para as festas. Certamente o vinho italiano mais adequado é o Grignolino. Entre os ingredientes (4 pessoas) que não podem faltar: limão 180 ml de cachaça (nós preferimos o bom Velho Barreiro embora na Itália seja difícil de encontrar) 60 ml de vinho tinto Grignolino suco de metade de uma laranja açúcar mascavo a gosto gelo Como fruta podemos escolher frutas vermelhas como amoras e morangos e frutas clássico que vão bem com o vinho como a maçã e pêssego. A preparação é muito simples: depois de cortado o limão em 4 fatias e de ter tirado a sua parte branca amarga (veja a imagem), amasse ele bem com o açúcar. Adicione a cachaça, o vinho e o suco de laranja misturando-os e adicionando lentamente o açúcar a gosto. Adicione o gelo e as frutas cortadas em pedaços pequenos. Sirva decorando o copo com uma fatia de limão ou laranja. Divirta-se! Também poderá te interessar: SGROPPINO, O SORVETE ALCOLICO SPRITZ, UM APERITIVO TODO ITALIANO HARMONIZAÇAO ENTRE VINHO E QUEIJO COMO USAR O...
Harmonização entre queijos e vinhos

Harmonização entre queijos e vinhos

Diversos queijos podem ser servidos no início ou no final de uma refeição, como sobremesa ou simplesmente como aperitivo entre as refeições, mas não podemos deixar de combiná-los ao vinho certo para exaltar mais ainda as suas qualidades. Com certeza, esta combinação não é fácil porque existe uma quantidade infinita de queijos diferentes, cada um com as suas próprias características. Na verdade, este fato não deve nos desencorajar considerando que o queijo é um alimento que vai bem com vinho e podemos até pensar em arriscar algumas combinações sem hesitação. Algumas regras, no entanto, irão nos ajudar a não errar feio: Primeiro de tudo, recorde-se que queijos e vinhos devem ser capazes de nos proporcionar sensações perceptíveis: o sabor do queijo, não deve cobrir o do vinho e vice-versa. Por exemplo, um vinho tinto encorpado como o Barbaresco certamente não combina com um queijo como a muçarela, bem como um branco como o Verdicchio irá se perder se temos no paladar um sabor picante do provolone. Também é necessário notar que depois de pratos que exigem uma harmonização com vinhos tintos importantes e com uma boa estrutura, é recomendável seguir a refeição escolhendo um queijo que combine com os vinhos já degustados. Em geral, podemos dizer que: Queijos frescos ou de pasta mole (muçarela, muçarela de búfala, minas frescal, ricota, queijo coalho, brie) combinam com vinhos brancos, suaves e levemente aromáticos (Soave, Verdicchio, Grego di Tufo, Chardonnay) Queijos de média maturação (prato, meia-cura, cheddar) são adequados para vinhos tintos leves e levemente frutados (Marzemino, Grignolino, Merlot) Queijos de pasta dura e de maturação longa (parmigiano, provolone, pecorino) servidos como...
Um alho e óleo differente

Um alho e óleo differente

Em um restaurante não pode faltar um prato simples de espaguete com peperoncino, alho e óleo de oliva  (pimenta italiana picante). Se trata de uma receita muito rápida, fácil e econômica, mas também bastante trivial e que pode virar meio chata a longo prazo. Te damos algumas dicas de como este prato pode ficar mais interessante com algumas pequenas mudanças. Espaguete cremoso com peperoncino alho e óleo e  (acompanhado com o Primitivo di Manduria) Ingredientes do espaguete alho e óleo: Espaguete de grano duro (mais ou menos 100g a pessoa) Peperoncino a gosto Azeite de oliva Alho Queijo parmesão ralado Como preparar o espaguete alho e óleo: Em uma panela coloque água para ferver e enquanto isso, frite em uma panela grande o o peperoncino e o alho no azeite de oliva, mas tome cuidado para não queimar o alho! Assim que a água começar a ferver, adicione o sal e coloque o espaguete para cozinhar por metade do seu tempo de cozimento (assim que a massa começar a dobrar é hora de tirar). Escorra o espaguete mantendo a água do cozimento e coloque tudo na panela com o azeite, o alho e o peperoncino. Despeje a água do cozimento que restou na panela até cobrir o espaguete, conforme mostrado abaixo: Termine de cozinhar em fogo alto, tentando manter a massa “al dente”. Neste passo é muito importante continuar a girar o espaguete porque desta forma a massa libera o amido que ela contêm (você vai notar a água esbranquiçada), este detalhe é que irá deixar o nosso prato mais cremoso. Quando a água tiver completamente evaporado, adicione o queijo e misture-o...
Como escolher o Lambrusco certo

Como escolher o Lambrusco certo

O Lambrusco é um vinho que não foi muito valorizado nos útimos anos e muitas vezes ouvimos falar que ele é um vinho sem graça ou sem muito valor. Com certeza grande parte da culpa desta má fama é de alguns produtores que escolhem uvas não muito boas apenas com o objetivo de produzir vinhos de baixa qualidade, maximizando a produção e o lucro em detrimento da qualidade. Isso levou inevitavelmente a pensar que as uvas utilizadas para a produção do Lambrusco sejam adequadas apenas para fazer um vinho de baixa qualidade e juntam-se a este fato as regras de mercado que também não ajudam, porque geralmente se pensa que um vinho frisante é bom e de qualidade só se este for branco (culpa da moda do Champanhe) e que os tintos frisantes são péssimos (culpa daqueles que odeiam o Lambrusco). Graças à dedicação e a paciência de alguns produtores italianos, o Lambrusco está descobrindo novamente a qualidade e a glória dos bons tempos passados. Não podemos esquecer que o Lambrusco é um dos vinhos mais antigos da Itália e se encontram vestígios de mais de mil anos atrás. O importante é saber escolher um bom Lambrusco. As variedades mais importantes são: Lambrusco di Sorbara (provavelmente a melhor) Lambrusco Grasparossa Lambrusco Salamino Cada uma dessas variedades é com certeza garantia de um vinho frisante de qualidade e de um tipo de Lambrusco que você provavelmente nunca bebeu. Cuidado com os rótulos que não possuem os nomes citados na lista acima e que geralmente indicam somente “made in Italy” ou “made in Emilia Romagna”, a qualidade certamente será menor e você só irá pagar por uma grande dor cabeça depois. Na Itália,...
Dicas para combinar vinho com moqueca

Dicas para combinar vinho com moqueca

Para a moqueca recomendamos um vinho tinto, como o chianti, e até mesmo um vinho branco como o Chardonnay. Vamos descobrir melhor o porquê…. Como já tínhamos falado deste prato na nossa página dedicada as receitas, a moqueca é uma sopa de peixe muito elaborada e bastante saborosa, discretamente gordurosa e que exige um vinho com uma boa estrutura. Existem duas versões da moqueca: moqueca Capixaba do estado do Espírito Santo e a moqueca baiana. Ambas possuem características distintas e requerem uma atenção especial na harmonização de vinhos. Na moqueca capixaba, o azeite-de-dendê é substituído por azeite de oliva ou de soja e não se coloca leite de coco. Além disso, tudo vem cozinhado em um recipiente típico, feito de argila. Com esta versão, que é aquela que mais se aproxima a uma sopa de peixe italiana, você também pode arriscar um vinho de médio corpo tinto como o Chianti (não aquele Clássico), que tem uma boa acidez e persistência aromática. Em contraste, a moqueca baiana é influenciada pela cozinha africano e é geralmente enriquecida com camarão e outros crustáceos. Ela possui também o azeite-de-dendê, o coco e leite de coco. Neste caso, também é necessário um vinho mais saboroso mas dada a presença de crustáceos, parece ousado demais para nós indicar um vinho tinto. Nós preferimos um vinho branco com uma textura mais macia como o Pecorino (que também é muito adequado à receita anterior, se você preferir um vinho branco), com aromas tropicais que são bem adequados para os sabores brasileiros ou o Chardonnay, que contrasta muito bem com a acidez do tomate . Saúde!! Também poderá te interessar: CARACTERISTICAS...
Regras básicas para harmonização de vinhos

Regras básicas para harmonização de vinhos

Começamos com uma regra básica: o vinho é antes de tudo um prazer e cada um de nós é livre para beber o que mais gosta e com o prato que quiser. No entanto, se você não quiser errar, preparamos este pequeno “manual” para te ajudar a ser capaz de desfrutar plenamente as características de cada vinho. Os franceses, claro, têm tentado estabelecer uma série de regras rápidas: Vinhos licorosos nunca devem ser servidos com carnes vermelhas e de caça. Peixes, crustáceos e moluscos não combinam com os vinhos tintos encorpados (não sempre, clique aqui e descubra mais). Servir vinhos brancos antes dos tintos. Servir vinhos encorpados antes dos vinhos mais leves. Servir vinhos frescos antes daqueles de temperatura ambiente. Os vinhos são servidos de acordo com o aumento de conteúdo de álcool. Cada prato um vinho: servir poucos pratos significa servir poucos vinhos. Os vinhos são servidos quando é a melhor temporada de cada um. Limpar a boca bebendo água entre vinhos servidos. Nunca servir, dentro de uma refeição, somente 1 bom vinho. Como sempre, porém, os italianos têm feito mais e melhor. Eles combinam o tipo de vinho de acordo com o prato servido. Nós do Pecado de Vinho, italianos DOC, selecionamos para você os tipos de vinhos que melhor se adequam a culinária brasileira  para que você não erre mais na escolha do vinho. PRATO VINHO TEMPERATURA  Aperitivos de peixe, salada de frango Branco seco levemente ácido ou frisante 10 Omelete Rosado corposo 12-14 Risotto ai funghi Rosado suave 14 Risotto com verduras Branco seco 10 Risotto de peixe Branco seco corposo 12 Frutos do mar...
Pizza e vinho

Pizza e vinho

Talvez a gente não esteja acostumado a tomar vinho com uma pizza simplesmente porque nas pizzarias não é fácil encontrar uma lista de vinhos ou vinhos de qualidade adequados a pizza. No entanto, o vinho com a pizza é uma combinação que vc pode e deve tentar. Além do mais, substituir a cerveja pode ajudar a reduzir aquela sensação de inchaço depois de comer, especialmente nas noites quentes, onde a cerveja só nos faz suar ainda mais. Uma vez que na pizza são quase sempre presentes tomates e lacticínios, a primeira harmonização que pensamos ocorre com o vinho branco. Se a pizza é recheada com muito queijo ou com muçarela de búfala, é mais adequado um vinho não muito corposo, como o Verdicchio. Se são pizzas com sabores fortes e picantes, como salame ou salgada como as pizzas com anchovas será melhor optar por um vinho bem estruturado como o Grego di Tufo. Se você ama um espumante brut, a combinação perfeita são as pizzas com queijo ou vegetais, com a clássica margherita. Continuando com os frisantes, um Lambrusco é sempre bom e a sua efervescência ajuda na digestão: neste caso, é a combinação perfeita são as pizzas mais fortes, mais gordurosas, como a pizza calabresa. Existem também os vinhos rosados, que na nossa opinião, talvez sejam os melhores para harmonizar com a pizza. Enfim, existe uma opção para todos os gostos. Em geral, é bom lembrar que se a pizza é coberta com tomate ou molho de tomate, é melhor que ela seja acompanhada por vinhos brancos, porque o tomate é caracterizado por uma elevada acidez, então um vinho...
Vinho tinto e peixe, combinar para crer

Vinho tinto e peixe, combinar para crer

Vinho tinto que acompanha pratos a base de peixe, que absurdo! De proprietários de enoteca, sommeliers a um simples mortal, todos concordam é uma combinação improponível. Mas temos certeza disso? Se tempos atrás esta combinação era considerata uma heresia, ultimamente os chefs italianos estão considerando e propondo cada vez mais este mix que resulta muito pedido. Na verdade, peixe e vinho tinto juntos são certamente uma descoberta, de desarmônico há  somente a aparência porque pode esconder uma experiência estimulante e satisfatória, distante dos usuais clichês. O vinho é uma bebida muito antiga mas o seu mundo passa e muda rapidamente e é próprio por isso que nós o adoramos: nunca deixa de nos surpreender. Nos últimos tempos foram sugeridos combinações com vinho tinto e alguns pratos com peixes como empanados, ao sal grosso e assado. O vinho tinto, na verdade, provou que consegue se amalgamar muito bem com o gosto do peixe desde que respeite algumas regras: Evitar frituras de peixe, saladas com frutos do mar, entradas, crustáceos e moluscos, a menos que estes não sejam preparados com molho de tomate denso e aromático e com vinhos particularmente perfumados. Evitar também combinar polvo e vinho tinto. O polvo, em todas as suas maneiras, combina exclusivamente com vinho branco seco. Experimente vinho tinto com sopas de peixe, como uma peixada e peixe no vapor (pregado, pescada, robalo, pargo e perca). Mas então, com qual vinho tinto combinar? É difícil dar uma lista pronta quando esta é uma escolha muito subjetiva. Como regra geral é possível combinar com peixe todos aqueles tintos com uma graduação alcoólica baixa, geralmente não envelhecidos, isto...